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Coimbra, cidade do humor

14/03/2009

Bruno Aleixo, Coimbra cidade do humor

Depois da equipa Bruno Aleixo outros humoristas apostam na afirmação de Coimbra,  a  nova Cidade do Humor.

Na Comissão Política da Concelhia de Coimbra do PS  “lançou-se uma ideia de união de todas as forças de esquerda: o PS, a CDU e o BE poderiam e deveriam candidatar-se em nome da Cidade e do Concelho”, rematando André Pereira com a  sua sensação de o PS ter manifestado “alguma simpatia por uma solução de diálogo à esquerda.”

“Que pensarão os outros partidos?” – questiona.

Pensarão, vocábulo mágico, acorde de guitarra, é a marca subtil, o requinte, a pausa, o toque  Bruno Aleixo agora facilmente reconhecível por todos, mas velha pertença do humor conimbricense no seu melhor.

Reparem que não se avançou logo para a piada fácil: apresentando o multiarguido Vilar,  a quem o senhor da Bragaparques emprestou 50000 numa altura de aflição,  como candidato natural a presidir a esta união de esquerda.

Uma frase do género: “Vilar a presidente, e  outro amigo de Domingos Névoa que ocupe a sua actual responsabilidade partidária, na Comissão Técnica Eleitoral Distrital (CTED) de Coimbra do Partido Socialista”, seria já típica da caralhada mais portuense, outro estilo de humor, sem dúvida respeitável, mas não da nossa escola secular.

Anotar ainda, na mão com a esferográfica, que isto foi escrito num espaço onde Coimbra rivaliza com o Entroncamento (versão aldeia dos fenómenos), conseguindo provar que ainda há democratas, alguns  até de  esquerda,  no PSP de Coimbra em geral, e no Partido do Zé* em particular.

Estas subtilezas, bom povo português, nunca as entendereis se não conhecerdes a cidade do Choupal (debaixo de viadutos) até à Lapa (da Guarda Fiscal).

Há coisas com as quais só gargalhamos aqui.

Rodapé:

*é mesmo sarcasmo.

Se preferir piadas mais simples e picantes

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