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luandino, sopa, quente, anódina

03/06/2009
gerda-taro-portões-da-morgu

Gerda Taro, Portão da morgue depois de um bombardeamento, Valencia, Maio de 1937

Adoptei um sistema de escrever uma coisa anódina que desperta na memória o facto por trás daquilo.

Se for procurar uma carta de 1965 em que falo da beleza da luz a entrar pelas grades do refeitório, sei que foi o dia em que o Ilídio Machado foi mandado para a cela disciplinar porque o director perguntou-lhe:Então, a sopa está boa, senhor Ilídio?” E ele disse: “Está quente, está quente.”

  • Luandino Vieira, Público, 01.05.2009, entrevista de Alexandra Lucas Coelho
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