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de salvador às honduras, já fumega outra vez

30/06/2009

a temporada de verão abriu com a solidariedade Irão,  continua agora com o regresso ao passado nas Honduras, e embora não tenha exactamente chovido como choveu em santiago, já não havia pinochetazos desde Guatemala, 1993, o que era obra, e uma boa obra.

chove  menos, o que facilita. é mais fácil justificar um golpe de estado sem mortos, por enquanto. rapta-se o presidente e deporta-se, acusa-se o populista de se querer perpetuar no poder porque estava a fazer um referendo e agora os referendos na América Latina são sempre para criar monarquias.

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o referendo nem era referendo, era formalmente uma sondagem, e apenas pedia que nas próximas eleições, paralelamente, se votasse a possibilidade de criar uma assembleia constituinte, ou seja, era quanto muito um referendo para que houvesse um referendo, o pedido de uma quarta urna na próxima votação.

a assembleia constituinte era para alterar a constituição, como é tradicional entre  as assembleias constituintes.

Orlando Sierra, Tegucigalpa, 29 junho 2009

como a nova constituição tinha ainda de ser discutida na constituinte, e o presidente actual não se pode recandidatar nas próximas eleições, a informação que circula sobre mais uma tentativa de um populista se tentar perpetuar no poder é uma perpetuação da mentira. não digo que não lhe apeteça, mas não pode.

Fuera PinochettiUma constituição surrealista

A reeleição do Presidente é expressamente proibida desde a constituição de 1894, por via da memória de velhas guerras civis, ao ponto de que quem proponha a alteração desta norma levar com uma destituição imediata se for funcionário público, e 10 anos de proibição de o vir a ser, reza o artigo 239. Traição à Pátria para quem o fizer, berra o artigo 4º. Isto por um mandato não de 8 nem de 6 mas de 4 anos!

[mais sobre o sistema eleitoral hondurenho]

Zelaya incumplió la surrealista constitución hondureña, que en su artículo 239 dice que el simple hecho de proponer una reforma que permita reelegir a los presidentes –que tienen un mandato único de 4 años– está castigado con 10 años de inhabilitación. Esta constitución, redactada en 1982 bajo tutela de la anterior dictadura militar, ni siquiera establece un sistema de reforma para este artículo, que queda así grabado en piedra para la eternidad, como bajado del monte Sinaí.

Ignacio Escolar, Publico.es

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Honduras é onde um homem se fez eleger pelo centro-direita para durante a governação se virar para o centro-esquerda, ficar isolado no seu próprio partido e levar com o pânico da oligarquia hondurenha, é onde há 27.8% de desempregados, e um quarto dos rendimentos nacionais provêm da emigração.

En todo caso, el conflicto no es entre partidos políticos, sino entre poderes del Estado, y la base que tiene es la atribución que actualmente tiene el Poder Legislativo (Congreso Nacional de la República). Así, Zelaya llegó al poder por el Partido Liberal, pero en los últimos años se ha desmarcado de las tendencias clásicas de los partidos tradicionales (Liberal y Nacional… cuyas tesis son similares), al pretender una reforma constitucional en la que lo que parecen temer realmente los diputados (y con ellos arrastran al Poder Judicial y las Fuerzas Armadas), es que se elimine o reduzca la potestad del Congreso Nacional de ejecutar gran cantidad de fondos del Presupuesto Nacional.

Este punto es importante, actualmente el Congreso Nacional ejecuta una muy importante partida del presupuesto nacional, y la gestiona a través de los propios diputados, sin que haya ningún control real sobre ello (ya que es función del propio Poder Legislativo el control de la ejecución de fondos…) y por tanto sosteniendo los altísimos niveles de corrupción que se dan en Honduras (y que se pueden contrastar en organizaciones internacionales con gran credibilidad como Transparencia Internacional). Por tanto, previsiblemente, una constitución moderna (adaptada a los conceptos democráticos actuales) replantearía algunos conceptos y centraría la actividad del Poder Legislativo en la función legislativa y de control del Ejecutivo. Eso sería una pérdida enorme de poder para los 128 diputados.

Hay que añadir que los miembros del Poder Judicial de Honduras los nombra el Congreso Nacional de la República y ambos por tanto (casi como es lógico o normal en la zona) representan los intereses de las minorías aventajadas (hay que entender los niveles de diferencia social en los que se mueve Honduras), por lo que entre ambos no parece haber sido complicado convencer a las Fuerzas Armadas.

Carlos Peñalver, cooperante acabado de regressar das Honduras, El Pais, 29/06/2009

Sean Hawkey, Barbasquiadero, Honduras
Sean Hawkey, Barbasquiadero, Honduras

os resistentes hondurenhos não tuítam como os iranianos, nem têm jornais online, as rádios, o meio de comunicação dos pobres, calaram-nas.

mas como a natureza é compensadora,  têm  poetas del gradocero, e/ou patricio estrada, e/ou da revista metafora. gente que escreve isto, e isto é um poema de um verso só:

El pueblo: Su libertad para decir qué putas quiere

El pueblo: Su libertad para decir qué putas quiere

e voltando à abertura da temporada de verão: quem se distrai com o anti-chavismo primário, ou outro,  corre sempre o risco de se cruzar com um joão miranda qualquer.

acontece nas melhores famílias, e nas outras também. etc.

photos sem legendas apanhadas em aporrea. como são chavistas, obviamente é tudo photoshop.

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